Valor de impostos que Dolly deixou de pagar pode chegar a R$ 4 bi; dono é preso

O Grupo de Repressão a Delitos Econômicos (Gedec) investigou que a Dolly deixou de pagar cerca de R$ 2,1 bilhões de Imposto sobre Circulação de Mercadoria e Serviços (ICMS).

As fraudes cometidas pela empresa de refrigerante Dolly ocorrem há pelo menos 20 anos, segundo o promotor Rodrigo Mansour Silveira, um dos responsáveis pelo caso. Isso quer dizer que o valor que a companhia deixou de pagar pode chegar a R$ 4 bilhões, somando os impostos federais.

De acordo com Agência Brasil, o Grupo de Repressão a Delitos Econômicos (Gedec) investigou que a Dolly deixou de pagar cerca de R$ 2,1 bilhões de Imposto sobre Circulação de Mercadoria e Serviços (ICMS).

O dono da Dolly, Laerte Codonho, foi preso nesta quinta-feira (10) por fraude fiscal. Segundo o Ministério Público, Codonho é líder da organização. Além dele, foram presos o ex-contador da empresa Rogério Raucci e o gerente financeiro, César Requena Mazzi. A prisão é temporária, válida por cinco dias. Segundo o MP, a prisão temporária foi decretada para evitar destruição de provas.

“Era uma dívida constituída sobretudo por fraudes praticadas ao longo de muitos e muitos anos, que foram evoluindo ao longo do tempo. Iniciaram-se de forma simples, com emissão de notas de valores menores e escrituração irregular. E foram evoluindo para a utilização de várias empresas e simulação de negócios e emissão de notas dentro dessas empresas”, detalhou o promotor.

Durante a prisão, Codonho chegou ao 74º Distrito Policial exibindo um cartaz no qual se podia ler: “preso pela Coca-Cola”. Em nota, a Coca Cola disse que “não comenta processos judiciais em que não esteja envolvida”.

A defesa de Codonho nega as acusações e afirma que recorrerá. “Em relação à prisão temporária do empresário Laerte Codonho, detentor da marca Dolly, reforçamos que a prisão é injusta. Laerte Codonho sempre colaborou com as autoridades, e tem certeza que provará sua inocência. A defesa recorrerá da decisão e confia na Justiça.”

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