Desestatização da Eletrobras deve trazer mais fundos do que empresas do setor, avalia CEO

O executivo admitiu que a data da operação de pulverização do capital próxima às eleições de 2018 aumenta a “complexidade” da desestatização

O presidente-executivo da Eletrobrás, Wilson Ferreira, acredita que a desestatização da companhia deve  atrair mais o interesse de grandes fundos e investidores nacionais e globais do que de companhias do setor elétrico. Para ele, isso se deve pelo interesse do governo de pulverizar o capital da estatal, disse o executivo nesta sexta-feira (20).

“Investidor estratégico (empresa de energia pode entrar), não é proibido, mas a lógica de investidor estratégico é ser controlador da empresa e de ser o dono para colocar a lógica dele”, disse o presidente da estatal a jornalistas em evento da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), segundo a agência Reuters.

Nesta sexta-feira, em debate sobre a estatal na Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp), o ministro interino de Minas e Energia, Paulo Pedrosa, comentou que o modelo de privatização da Eletrobras em estudo no governo prevê limitar a participação que os acionistas privados poderão ter no bloco de controle da companhia a um máximo de 10%.

O governo espera realizar a operação de pulverização do capital da empresa até junho de 2018, e o executivo admitiu que a data próxima às eleições  aumenta a “complexidade” da desestatização.

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