O segredo para acordar feliz na 2ª feira, segundo Cortella

Em entrevista ao site Exame, Cortella deu dicas, principalmente para jovens, de como se motivar na carreira, independentemente de ser dos sonhos ou não.

Acordar motivado na 2ª feira após um fim de semana de descanso é um desafio para qualquer pessoa. O filósofo, educador e palestrante Mário Sérgio Cortella, porém, parece ter a “receita” para ser feliz no primeiro dia de semana útil. Em entrevista ao site Exame, Cortella deu dicas, principalmente para jovens, de como se motivar na carreira, independentemente de ser dos sonhos ou não.

Motivação

Antes de tudo, é preciso distinguir motivação e incentivo. Motivação é aquilo que move, que movimenta, como um motor. É, portanto, algo interno, precisa estar dentro de nós. É possível incentivar outra pessoa, dar estímulos. Mas não dá para motivá-la”, diz. “Hoje, o jovem tem esse “motor interno” pouco acelerado em relação ao trabalho. As gerações anteriores, ao contrário, viam no trabalho uma obrigatoriedade, porque não dava para viver sem trabalhar e era preciso começar cedo.”

Disposição para acordar cedo

“Em primeiro lugar, o propósito. Ele só ficará motivado se enxergar que aquilo para que vai se esforçar tem uma finalidade clara para ele”, diz. “Reconhecimento também é essencial, é a coisa de que o jovem mais necessita. Ele precisa ser entendido como alguém importante, porque a questão autoral se tornou central. O profissional não quer mais ser tratado apenas como uma peça de uma grande máquina, ele quer ser autor de algo. É a mesma lógica da matéria assinada por um jornalista: aparece lá o nome dele, mesmo que seja pequenininho. No mundo do trabalho, o reconhecimento se tornou mais importante do que a própria sobrevivência.”

Fazer o que gosta?

“Uma das melhores coisas da vida é fazer o que se gosta. Só um tonto vai querer fazer algo desagradável. O que não posso esquecer é que, para chegar ao resultado de que eu gosto, há várias etapas pelas quais eu passarei que serão desagradáveis. Sempre é necessário um desgaste para que você atinja um resultado”, diz. “Os nossos medalhistas de ouro na Olimpíada precisaram fazer várias coisas de que não gostavam para chegar ao lugar de que gostaram, que é o primeiro lugar do pódio. É preciso ter o prazer como uma das referências para o trabalho, mas não como referência exclusiva. Se não for assim, haverá muita tristeza e frustração”, completa.

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